" Ide por Todo Mundo e Pregai o Evangelho a Toda Criatura "

Marcos 16.15
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A Dor do Pecado e a Alegria do Perdão


Salmo 51

Não sei se você concorda, mas uma das coisas mais difíceis de entender na Bíblia é por que Davi é chamado de homem segundo o coração de Deus.
Como poderia um homem, que cometeu adultério e homicídio, conquistar um título tão importante diante de um Deus que, sendo absolutamente santo, abomina o pecado?

Realmente não é fácil entender, mas o Salmo 51 consegue, com riqueza de detalhes, nos mostrar porque Davi conquistou tal título. E é, também, uma referência para que eu e você alcancemos o mesmo. Afinal, na fase da adolescência e da juventude, talvez nenhum outra personagem bíblica possa nos ser tão próxima, visto que o mundo ataca sem piedade, e com propostas bastante sedutoras.

O Salmista Pede

O Salmo 51 é, extremamente, rico, sendo por ele possível aprender muito sobre Deus, sobre o pecado e sobre a salvação. Este texto é entendido como uma oração de Davi, pêlos erros cometidos em 2Samuel 11 e 12. É lógico que há uma diferença gritante entre o Davi de 2Samuel e o do Salmo, mas é preciso entender todo o processo pelo qual passou o grande rei de Israel.
O salmo é iniciado com um pedido de compaixão da parte de Davi. Tal pedido é o reconhecimento de que não se merece nada, por causa da gravidade do que se cometeu. Uma referência bem relevante no Novo Testamento é o reconhecimento do filho pródigo: já não sou digno de ser chamado de filho (Lc 15.21).
Quando o salmista pede que Deus apague as suas transgressões,
o verbo original significa isso mesmo; uma ação de apagar de uma lousa o escrito de uma dívida impagável (ver Cl 2.14). Já o pedido, para que Deus o lave por completo, é a confissão de que o salmista não passa de um pano imundo (ver Êxodo 32.32).

O Salmista Confessa


Nos versículos 3 a 5, Davi mostra que não consegue fugir do pecado, pois este o confronta o dia inteiro. Ele não joga, portanto, o pecado "embaixo do tapete", como se nada tivesse acontecido!
Embora Davi tenha pecado contra toda a família de Urias, de Bate-Seba e contra a sua própria, é contra Deus que ele se sente transgres¬sor, pois o verdadeiro alcance do pecado é sempre àquele que o abomina. E por isso que vemos a confissão contra ti, contra ti somente.
Davi percebe e confessa no versículo 5 que tais pecados não eram distantes de sua personalidade, mas faziam parte do seu caráter, de sua condição de criatura perdida, pervertida e degenerada. Relacionando-se com esses mesmos erros, Davi não culpa ninguém, mas assume como pecados dele mesmo (meu e minha aparecem cinco vezes só nos três primeiros versículos). O rei reconhece que seus pecados são indesculpáveis (v. 4) e, para piorar, que vive neles constantemente (v. 5).

O pecador Restaurado


Você deve notar que entre os versículos 6 e 9 há um processo de restauração se iniciando.Tal processo se dá por conta da condição que Davi chama para si. O termo purifica-me com hissopo é o reconhecimento de que ele se entende como o mais sujo elemento de sua época, o leproso, que precisava desse produto aspergido sete vezes sobre si, para buscar purificação (ver Levítico 14.6,7). E é no sentido de tirar o pecado que o termo é usado pelo salmista.
Após se colocar no mais baixo nível diante de Deus, Davi pede o renovo para ouvir aqueles sons de alegria novamente e se mostra ansioso por uma exultação que só os verdadeiramente restaurados experimentam. Esse é o movimento que muda a punição em salvação divina, a partir de um legítimo milagre (cria em mim, ó Deus, um coração puro!), o que só Deus pode fazer, pois nenhum outro ser tem o poder de ser criador e perdoador!

O Salmista Renovado


Após a restauração, o que se vê é um espírito renovado. Um espírito voluntário, pronto para qualquer tarefa (v. 12), inclusive, ensinar para que outros aprendam e se convertam também ao Senhor (v. 13).
É essa renovação divina que faz de Davi um homem segundo o coração
de Deus. Renovação que só acontece àqueles que reconhecem sua condição como a pior possível, entendendo que de nada valem ofertas e sacrifícios, se o coração do cristão não estiver contrito e quebrantado (v. 16,17).
A oração final do salmista (v. 18,19) é uma busca pela vontade de Deus em primeiro lugar, pois somente buscando-a será possível ter os sacrifícios e ofertas aceitos no altar.

Para Refletir

Você é capaz de "dar nome e sobrenome" aos seus pecados, reconhecendo-se miserável (necessitado do perdão de Deus)?
O que você precisa fazer para ser chamado de uma pessoa conforme o coração de Deus?

Alegria é Isso Ai
Salmo33
Na letra de uma das mais belas músicas do nossa cancioneiro popular, você encontrará a sentença “tristeza não tem fim; felicidade, sim”. Esta frase, um tanto depressiva, expressa vivência em um mundo cheio de amarguras, intercaladas por breves momentos de alegria. Um mundo tipicamente. E, embora seja até bonita e faça muito sucesso nas noites mundo afora, a verdade dessa letra nos deveria fazer refletir seriamente, se a confrontarmos com aquilo que pode nos dar outro tipo de esperança.
Para nossa opção, e na contramão do pensamento do compositor popular, encontramos o Salmo 33; um texto que expressa júbilo e alegrias constantes. E é tão forte a felicidade apresentada neste salmo, que o Exultai, na abertura do texto, é da mesma raiz que cantos de livramento, cantos em voz alta ou — até mesmo - gritos de alegria. Além do fervor, porém, encontramos no versículo 3 um pedido de perícia e novidade, o que nos deveria inspirar muito nos nossos períodos de louvor, não é mesmo?

A Razão do Louvor

Toda essa alegria, no entanto, não é algo gratuito e vazio. O salmista, a partir do versículo 4, apresenta as razões para tal felicidade. Q proceder de Deus, em palavras e obras, é reconhecido como algo que sempre traz um resultado positivo e admirado por todos os que, humildemente, o reconhecem. Tanto assim é que o salmista, confrontado com a grandiosidade da criação do Senhor, o percebe não mais como apenas o Criadoras, tudo mas, também, como o sustentador de tudo e de todos (v. 10-15).
Além do mais, o contraste entre o que as nações pensam e os pensamentos do Senhor, são tão gritantes que só o que é do Senhor atravessará o tempo, deixando às nações lampejos de alegria que, segundo a própria poesia do mundo, tem um fim sempre muito rápido, pois são apenas passageiros.

Julgamento ou Salvação?

Do versículo 13 ao 19, o Salmo apresenta um domínio divino que foge à tirania apresentada por mui¬tos reis e líderes que dirigiram povos. Isso por que o domínio de Deus se baseia em um conhecimento perfeito (v. 13-15), em um controle perfeito (v. 16-17) e em um amor perfeito (v. 18,19).
A repetição da palavra todos, nesses versículos (13 ao 19), nada mais quer do que mostrar uma uniformidade na ignorância e nos preconceitos dos homens e mulheres, contrastando-os com o discernimento e o conhecimento sábios de Deus.
Em um mundo que apela quase sempre para a corrupção e para a força de guerra (apresentada, aqui, por exércitos e cavalos), o salmista mostra que até essa força é dominada, uma vez que ela só prevalece — quando prevalece - pelo decreto divino (ver Isaías 10.15 e Jeremias 27. 4,5)

Aos Que Esperam Nele

. Mas nós esperamos no Senhor, não é mesmo? E isso é tudo! Só que essa esperança não deve ser algo como uma ansiedade desenfreada. Pelo contrário, a esperança dos que confiam no Senhor deve levar em conta que os momentos de tristeza é que serão temporários. É uma esperança tranqüila. Afinal, para mim e para você o ditado sempre será: A alegria não tem fim; e infelicidade, sim.
Porém, tal como o autor do Salmo 33, é importantíssimo que essa nossa esperança venha na sua forma mais acertada e completa; uma esperança pacienciosa (v. 20a), confiante (v. 20b), eufórica (v. 21a), bem informada (v. 21b) e, sobretudo, sempre focada no Senhor, pois só assim experimentaremos a única esperança que não decepciona jamais, como está dito em Romanos 5.5.
Esta é, pois, a alegria exaltada que toma conta dos que temem ao Senhor; uma alegria que não acaba, pois é resultado da confiança no cuidado de um Deus zeloso e protetor.
Ao mesmo tempo em que nos faz gritar de júbilo, porém, a esperança no Senhor nos deve, também, fazer vigiar e orar, pois sem a humildade pedida pelo salmista no versículo 22, será impossível não sermos contagiados pela tristeza de um mundo que jaz no maligno. Assim, o que sempre nos alegrará será saber que disputamos batalhas já ganhas, pois é o Senhor dos Exércitos quem vai à nossa frente e nos faz cantar bem alto, já que é a nossa alegria que não terá fim!

Para Refletir
O que você pode fazer — na prática, e já hoje mesmo — para contagiar esse mundo depressivo?
Quando as pessoas olham pra você, enxergam e comentam a diferen¬ça que deve haver, ou você em nada se diferencia dos demais?
Como você poderá harmonizar uma esperança paciente, eufórica confiante e bem informada?


Ao contrário do que você deve estar ouvindo por ai, da parte de muitas novas igreja, a vida cristã é uma vida que também, experimenta problemas. De assim não fosse, Jesus não teria dito aos seus discípulos “ no mundo tereis aflições”, não é mesmo? A questão, então não é ter problemas, mas como lidar com eles e como soluciona-los.
O salmo 27, que é atribuído a proteção de Deus aos que passam por dificuldades, fala, também sabre a alegria da casa do SENHOR e sobre a lealdade e a confiança daqueles que esperam nele.




Você, com certeza, já deve ter ouvido a frase “dependendo do caminho, encontraremos determinadas companhias; dependendo das companhias, traçaremos determinados cominhos”.
O salmo 1, que é tido como um salmo de sabedoria – assim como todo o livro de provérbios – dá dicas simples mas muito profundas, para que eu e você consigamos alcançar aquilo que é o sonho de todos que querem viver bem; a felicidade.
Ter dois caminhos diante dos olhos é algo que acontece a todos em vários momentos da vida. A escolha portanto, é algo que lhe acompanhará sempre, queira você ou não. O importante, então, é escolher bem e alcançar essa tal felicidade. E é isso que você aprenderá com o salmo 1.

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